domingo, 25 de agosto de 2013

A Herança roubada (Livro de Enoque) 75, 76, 77

Livro de Enoque





Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. Hebreus 11:5
 
E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;
Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.
Judas 1:14-15

Capítulo 75

1 E nas extremidades da terra eu vi doze portões abertos para todos os ventos, dos quais eles saem e sopram sobre a terra.
2 Três deles estão abertos em frente do céu, três no oeste, três no lado direito do céu, e três no lado esquerdo. Os três primeiros são aqueles que estão virados para o leste, três estão virados para o norte, três atrás daqueles que estão sobre a esquerda, virados para o sul, e três para o oeste.
3 De quatro deles saem ventos de bênção, e de cura; e de oito vêm ventos de punição ou castigo; quando eles são enviados para destruir a terra, e o céu acima dela, todos os seus habitantes, e e tudo o que está nas águas, ou na terra seca.
4 O primeiro destes ventos procede do portão orientalmente, através do primeiro portão ao leste, o qual se inclina para o sul. Deste portão sai destruição, calor abrasador, e perdição.
5 Do segundo portão, o do meio, procede igualdade e equidade. Dele procede a chuva regeneradora, saúde e orvalho; e do terceiro portão ao norte, vêm o frio e a seca.
6 Depois destes procedem os ventos do sul através de três principais portões; através do seu primeiro portão, que inclina-se para o leste, vem um vento quente.
7 Mas do portão do meio vem um agradável odor, orvalho, chuva, saúde e vida.
8 Do terceiro portão, que está ao oeste, vem orvalho, chuva, ruína e destruição.
9 Depois destes estão os ventos do norte, que é chamado mar. Eles vêm dos três portões. O primeiro
(80) portão é aquele que está ao leste, inclinando-se ao sul; deste vem orvalho, chuva, ruína e destruição. Directo do portão do meio vem chuva, orvalho, vida e saúde. E o terceiro portão, que está ao leste, inclinando-se ao sul, vem névoa, geada, neve, chuva, orvalho e destruição.

(80) Primeiro. Ou, "sétimo" (Knibb, p. 178).

10 Depois destes, no quarto quadrante estão os ventos do oeste. Do primeiro portão, inclinando-se ao norte, vem orvalho, chuva, geada, ruim neve e frio; do portão do meio vem chuva, saúde e bênção;
11 E do último portão, que está ao sul, vem seca, destruição, queima e perdição.
12 O informe dos doze portões dos quatro quadrantes do céu está terminada.
13 Todas as suas leis, todas as suas imposições de punição, e a saúde produzida
por eles, eu expliquei a ti, meu filho Matusalém. (81)

(81) Matusalém. Filho de Enoque, Cp. Gen. 5:21

Capítulo 76

1 O primeiro vento é chamado oriental, porque é o primeiro.
2 O segundo é chamado do sul, porque o Altíssimo desce, e frequentemente ali desce aquele que é abençoado para sempre.
3 O vento ocidental tem o nome de diminuição, porque ali todas as luminárias do céu estão diminuídas, e descem.
4 O quarto portão, cujo nome é do norte, é dividido em três partes; uma das quais é para a habitação do homem; outra parte para mares de águas, com vales, bosques, rios, lugares sombrios, e neve, e a terceira parte contém o paraíso.
5 Sete altas montanhas eu vi, mais altas do que todas as montanhas da terra, de onde o congelamento procede; enquanto os dias, estações, e anos apartam-se e passam.
6 Sete rios eu vi sobre a terra, maiores que todos os rios, um dos quais toma seu curso do oeste; para um grande mar suas águas fluem.
7 Dois vêm do norte para o mar, suas águas fluem para o Mar da Eritreia, (82) no leste. E com respeito aos outros quatro, eles tomam seu curso na cavidade do norte, dois para seu mar, o mar da Eritreia, e dois são derramados num grande mar, onde também é dito que é um deserto.

(82) O Mar Vermelho.

8 Sete grandes ilhas eu vi no mar da terra. Sete no grande mar.

Capítulo 77

1 Os nome do sol são estes: um é Aryares, o outro Tomas.
2 A lua tem quatro nomes. O primeiro é Asonya; o segundo, Ebla; o terceiro, Benase; e o quarto, Erae.
3 Estes são as duas grandes luminárias, cujas órbitas são como as órbitas do céu; e as dimensões de ambos são iguais.
4 Na órbita do sol há uma sétima porção de luz, a qual é adicionada àquela que vem da lua. (83) Medida por medida é posta, até à sétima porção da luz do sol é passada. Eles se põem, entram no portão ocidental, circulam pelo norte, e através do portão oriental passam pela face do céu.

(83) Uma sétima porção… da lua. Ou, "sete partes da luz que são adicionadas e ele mais do que à lua" (Knibb, p. 182).

5 Quando a lua nasce, ela aparece no céu; e a metade da sétima porção de luz é tudo o que está nela.
6 Em quarenta dias toda a sua luz é completada.
7 Por  três quíntuplos de luz são colocados nela, até que em quinze dias sua luz é completada, de acordo com os sinais do ano; ela tem três quíntuplos.
8 A lua tem a metade de uma sétima porção.
9 Durante sua diminuição no primeiro dia sua luz decresce uma décima quarta parte; no segundo dia é diminuída uma décima terceira parte; no terceiro dia uma décima segunda parte; no quarto dia uma décima primeira parte; no quinto dia uma décima parte; no sexto dia uma nona parte; no sétimo dia ela decresce uma oitava parte; no oitavo dia ela decresce uma sétima parte; no nono dia ela decresce uma sexta parte; no décimo dia ela decresce uma quinta parte; no décimo primeiro dia ela decresce uma quarta parte; no décimo segundo dia ela decresce uma terceira parte; no décimo terceiro dia ela decresce uma segunda parte; no décimo quarto dia ela decresce a metade de uma sétima parte; e no décimo quinto dia todo o restante da sua luz é consumido.
10 Nos meses declarados a lua tem vinte e nove dias.
11 Ela também tem um período de vinte e oito dias.
12 Uriel igualmente mostrou-me outro regulamento, quando a luz é derramada nela vinda do sol.
13 Todo o tempo em que a lua está em progresso com a sua luz, é exposta  na presença do sol, até que sua luz em quatorze dias seja completada no céu.
14 E quando é totalmente extinta, sua luz é consumida no céu; e no primeiro dia ela é chamada lua nova, pois naquele dia luz é recebida nela.
15 Ela torna-se precisamente completa no dia em que o sol desce no oeste, enquanto a lua sobe à noite do leste.
16 A lua então brilha toda a noite, até que o sol se levante diante dela; quando a lua desaparece diante do sol.
17 De onde a luz vem para a lua, ali novamente ela decresce, até que toda sua luz seja extinguida, e os dias da lua passam.
18 Então sua órbita permanece solitária sem luz.
19 Durante três meses ela efectua em trinta dias, a cada mês seu período; e durante mais três meses ela efectua-o em vinte e nove dias. Estes são os tempos
nos quais ela efectua seu decréscimo em seu primeiro período, e no primeiro portão,
nomeadamente, e, cento e setenta e sete dias.
20 E no tempo de seu andamento durante três meses ela aprece trinta dias cada, e durante mais três meses ela aparece vinte e nove dias cada.
21 À noite ela aparece a cada vinte dias como a face de um homem, e no dia como o céu; pois ela não é nada além de sua luz.

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