terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A História das fontes e traduções da Bíblia

A HISTÓRIA DAS FONTES E TRADUÇÕES DA BÍBLIA
 
Traduções da Bíblia, feitas do hebraico, do aramaico e do grego em outras línguas.
 
A tradução tornou a Palavra de Deus disponível a bilhões de pessoas que não entendem as línguas bíblicas originais.
As primeiras versões das Escrituras eram escritas a mão, e, por conseguinte, tinham a forma de manuscritos.
Não obstante, desde o advento da imprensa, surgiram muitas versões ou traduções adicionais, e estas, em geral, têm sido editadas em grandes quantidades.
Algumas versões foram preparadas directamente de textos hebraicos e gregos da Bíblia, ao passo que outras se baseiam em traduções anteriores.
As Escrituras já são publicadas, inteiras ou em partes, em mais de 1.800 idiomas.
Do ponto de vista do âmbito linguístico, isto significa que cerca de 97 por cento da população da terra pode ter acesso pelo menos a alguma parte da Bíblia.
Um relato sobre as versões ou traduções das Escrituras suscitará gratidão a Deus pela forma maravilhosa em que preservou sua Palavra, em benefício dos milhões do género humano.
 
VERSÕES ANTIGAS DAS ESCRITURAS HEBRAICAS
 
 
Actualmente ainda existem possivelmente 6.000 manuscritos antigos de todas ou de partes das Escrituras Hebraicas, escritos em hebraico (com excepção de uns poucos trechos em aramaico). Sabe-se que ainda existem também muitos manuscritos de versões ou traduções antigas das Escrituras Hebraicas, em vários idiomas.
Algumas versões eram, elas próprias, traduções de versões anteriores do hebraico.
Por exemplo, a parte das Escrituras Hebraicas da versão em Latim Antigo foi traduzida da Septuaginta, uma tradução grega das Escrituras Hebraicas.
Por outro lado, algumas versões antigas das Escrituras Hebraicas (a Septuaginta grega, os Targuns aramaicos, a Pesito siríaca e a Vulgata latina) foram feitas directamente do hebraico, e não por intermédio duma versão em grego ou em algum outro idioma.
 
O "PENTATEUCO" SAMARITANO
 
 
 
 
Depois de a maior parte dos habitantes de Samaria e do reino de dez tribos de Israel ter sido deportada pela Assíria, em 740 AEC, pagãos de outros territórios do Império Assírio foram ali estabelecidos pela Assíria. (2Rs 17:22-33)
Com o tempo, os descendentes dos deixados em Samaria e dos trazidos pela Assíria vieram a ser chamados de samaritanos. Estes aceitavam os cinco primeiros livros das Escrituras Hebraicas, e, por volta do quarto século AEC, produziram o Pentateuco samaritano, que não é realmente uma tradução do Pentateuco original hebraico, mas uma transliteração ou transposição do seu texto para caracteres samaritanos, misturados com expressões idiomáticas samaritanas.
Poucos dos manuscritos ainda existentes do Pentateuco samaritano datam de antes do século 13 EC. Dentre cerca de 6.000 diferenças entre os textos samaritano e hebraico, a grande maioria não têm importância.
Uma variação de interesse ocorre em Êxodo 12:40, onde o Pentateuco samaritano corresponde à Septuaginta.
 
TARGUNS
 
 
 
Antes das traduções própriamente ditas, a Bíblia (Antigo Testamento) foi adaptada, interpretada e comentada pelos judeus e samaritanos que embora falassem a língua do Antigo Testamento tinham que adaptá-lo, comentá-lo e parafraseá-lo para o tempo em que viviam.
Quando os judeus regressaram do exílio, tinham perdido o uso público do hebraico, e falavam mais fluentemente o aramaico; como tinham as Escrituras em hebraico era preciso que alguém lhes transmitissem o real significado do texto.
Os targuns são em resumo, paráfrases ou explicações em aramaico do Antigo Testamento.
A palavra Targum  significa "interpretações".
Os “Targuns” eram traduções livres ou paráfrases das Escrituras Hebraicas para o aramaico.
É provável que tenham assumido sua atual forma final não antes de cerca do quinto século EC.
Um dos principais Targuns, o “Targum de Onkelos”, sobre o Pentateuco, é bastante literal. Outro, o chamado Targum de Jonatã, ou Targum de Jerusalém, sobre os Profetas, é menos literal.
Ainda existem hoje Targuns sobre o Pentateuco, sobre os Profetas, e, de uma data posterior, sobre os Hagiógrafos.
Os targuns eram a princípio resumidos e simples, mas pouco a pouco tornaram-se aperfeiçoados até serem finalmente foram reduzidos a escrita.
Os principais targuns conhecidos hoje são:
O targum da Lei por Ónquelos do século II d.C.
Os Targuns dos Profetas e Livros Históricos, feitos por Jonathan Ben Uziel, que diz ter sido discípulo de Hilel, rabino fariseu da época de Cristo
Um  targum é assim  um conjunto de traduções e comentários do Antigo Testamento em aramaico, feito durante o cativeiro na Babilónia, para os judeus que já não mais conheciam o hebraico
 
          Exegese Judaica
 
Um estudo da história da interpretação bíblica começa, em geral, com a obra de Esdras. Ao voltar do exílio da Babilónia, o povo de Israel solicitou a Esdras que lhes lesse o Pentateuco. Neemias 8: 8 “leram no livro, na lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia”.
Visto que, durante o período do exílio, os israelitas tenham provavelmente perdido sua compreensão do hebraico, a maioria dos eruditos bíblicos supões que Esdras e seus ajudantes traduziram o texto hebraico e o liam em voz alta em aramaico, acrescentando explicações para esclarecer o significado.
Quando o povo retornou o exílio na Babilónia foi necessário, portanto, que tivessem os Targuns (de uma palavra que significa “explicar”) para que pudessem ser orientados na interpretação das escrituras. Afirmava-se que essa tradição havia sido passada fielmente do escriba Esdras e dos membros da Grande Sinagoga que, por sua vez, supostamente haviam recebido esses ensinamentos por meio da revelação divina.
 
Os targuns aramaicos
 
A origem dos targuns.
 
Há evidências de que os escribas, já nos tempos de Esdras (Ne 8.1-8), estavam escrevendo paráfrases das Escrituras hebraicas em aramaico, Não estavam produzindo traduções, mas textos explicativos da linguagem arcaica da Tora. As pessoas que realizavam esse trabalho de produzir paráfrases eram chamados methurgeman; desempenhavam papel importante na comunicação da palavra de Deus em língua hebraica (que aos ouvidos samaritanos soava tão exótica), na língua do dia-a-dia que o povo entendia bem. Antes do nascimento de Cristo, quase todos os livros do Antigo Testamento tinham suas paráfrases ou interpretações (targuns). Ao longo dos séculos seguintes o targum foi sendo redigido até surgir um texto oficial.
Os mais antigos targuns aramaicos provavelmente foram escritos na Palestina, durante o século II d.C, embora haja evidências de alguns textos aramaicos de um período pré-cristão. Esses textos primitivos, oficiais, do targum, continham a lei e os profetas, embora targuns de épocas posteriores também incluíssem outros escritos do Antigo Testamento. Vários targuns não-oficiais, em aramaico, foram encontrados nas cavernas de Qumran, cujos textos seriam substituídos pelos textos oficiais do século II d.C. Durante o século III, todos os exemplares dos targuns palestino oficial, abrangendo a lei e os profetas, foram praticamente engolidos por outra família de paráfrases dos textos bíblicos, chamadas targuns aramaico-babilónicos. As cópias do targum que contivessem os demais escritos sagrados, além da lei e dos profetas, continuavam a ser feitas extraoficialmente.
Os escribas que vieram a seguir tiveram grande cuidado em copiar as escrituras, crendo que cada letra do texto era a palavra de Deus inspirada. Esta profunda reverencia pelo texto escriturístico tinha suas vantagens e desvantagens.
Uma grande vantagem estava em que os textos foram cuidadosamente preservados através dos séculos.
Uma grande desvantagem foi que os rabinos logo começaram a interpretar a escritura por outros métodos que não os meios pelos quais a comunicação e normalmente interpretada.
Os rabinos pressupunham que sendo Deus o autor da escritura:
1-      O interprete poderia esperar numerosos significados em determinado texto
2-      Cada detalhe incidental do texto possuía significado
 
Interpretação Anagógica
 
A palavra anagógica refere-se a uma espécie de interpretação alegórica, que procura descobrir verdades espirituais ocultas, no texto literal das escrituras. Sua forma mais radical era a dos antigos hebreus, que pensavam ver significados ocultos até nas letras formadoras das palavras.
O rabi AKIBA, no primeiro século da era cristã, finalmente entendeu que isto sustentava que toda repetição, figura de linguagem, paralelismo, sinonimo, palavra, letra, e até as formas das letras tinham significados ocultos. Esse letrismo (enfoque indevido as letras das quais se compunham as palavras da escritura) era muitas vezes levado a tal ponto que o significado que o autor tinha em mente era menosprezado e em seu lugar se introduzia uma especulação fantástica.
A "SEPTUAGINTA" GREGA

 
 
A Septuaginta grega (ou Versão dos Setenta; freqüentemente designada LXX) era usada pelos judeus e pelos cristãos de língua grega no Egipto e em outros lugares.
Segundo se informa, começou-se a trabalhar nela no Egipto, nos dias de Ptolomeu Filadelfo (285-246 AEC), quando, segundo a tradição, 72 peritos judeus traduziram para o grego o seu Pentateuco.
Mais tarde, o número 70 veio de algum modo a ser empregado, e a versão do Pentateuco era mencionada como a Septuaginta, que significa “Setenta”.
Os demais livros das Escrituras Hebraicas (vertidos por vários tradutores cujos estilos variavam do bastante literal até uma tradução relativamente livre) foram gradualmente acrescentados até que a tradução de todas as Escrituras Hebraicas foi finalmente concluída durante o segundo século AEC, e, talvez, por volta de 150 AEC.
Depois disso, a obra inteira veio a ser conhecida como Septuaginta. Esta versão é frequentemente citada pelos escritores das Escrituras Gregas Cristãs.
Os escritos apócrifos foram evidentemente inseridos na Septuaginta grega algum tempo depois de ela ter sido inicialmente concluída.
 
Um dos manuscritos mais antigos ainda existentes da Septuaginta é o Papiro 957, o Papiro Rylands iii. 458, preservado na Biblioteca John Rylands, em Manchester, Inglaterra.
Data do segundo século AEC, e consiste em fragmentos de Deuteronômio (23:24-24:3; 25:1-3; 26:12, 17-19; 28:31-33).
Outro manuscrito do primeiro século AEC é o Papiro Fouad 266 (possuído pela Société Egyptienne de Papyrologie, do Cairo), contendo partes da última metade de Deuteronômio, segundo a Septuaginta grega.
 
Em vários lugares dele encontra-se o Tetragrama (JHVH ou IHVH, em português) do nome divino numa forma de caracteres do hebraico antigo no meio da escrita grega.
A Septuaginta grega foi assim preservada em numerosos manuscritos, muitos sendo fragmentários, outros razoavelmente completos. É notável que os textos da Septuaginta se achem preservados nos três famosos manuscritos unciais escritos em velino: o Manuscrito Vaticano N.° 1209 e o Manuscrito Sinaítico, ambos do quarto século EC, e o Manuscrito Alexandrino, do quinto século EC. A Septuaginta, conforme se encontra no Manuscrito Vaticano N.° 1209 é quase completa; parte das Escrituras Hebraicas outrora incluída no Manuscrito Sinaítico foi perdida; e o que consta no Manuscrito Alexandrino é bastante completo, embora faltem partes de Gênesis, de Primeiro Samuel e dos Salmos.
 
VERSÕES GREGAS POSTERIORES
 
No segundo século, Áquila, prosélito judeu do Ponto, fez uma nova e bastante literal tradução das Escrituras Hebraicas para o grego. Excetuando-se alguns fragmentos e citações dela por parte dos escritores primitivos, ela se acha extinta. Outra tradução para o grego, do mesmo século, foi produzida por Teodocião. A versão dele, pelo visto, era uma revisão da Septuaginta, ou de outra versão grega das Escrituras Hebraicas, embora levasse em conta o próprio texto hebraico.
Não existe mais nenhum exemplar completo da versão de Teodocião.
Outra versão grega das Escrituras Hebraicas da qual não existe mais nenhum exemplar completo é a de Símaco. Sua versão, provavelmente feita em fins do segundo século EC, empenhava-se em transmitir o sentido correto, em vez de ser literal.
Por volta de 245 EC, Orígenes, o famoso perito de Alexandria, Egito, terminou uma gigantesca versão múltipla das Escrituras Hebraicas, chamada de Hexapla (que significa “sêxtupla”).
Embora ainda existam fragmentos dela, nenhum manuscrito completo dela sobreviveu. Orígenes organizou o texto em seis colunas paralelas que continham (1) o texto hebraico consonantal, (2) uma transliteração do texto hebraico para o grego, (3) a versão grega de Áquila, (4) a versão grega de Símaco, (5) a Septuaginta, revisada por Orígenes, a fim de corresponder mais de perto ao texto hebraico, e (6) a versão grega de Teodocião. Nos Salmos, Orígenes empregou versões anônimas, que ele denominou de Quinta, Sexta e Sétima. A Quinta e a Sexta também foram usadas em outros livros.
 
ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS
 
Traduções das Escrituras Gregas Cristãs para o siríaco (dialeto aramaico) foram produzidas a partir do segundo século.
Uma versão siríaca de especial destaque é o Diatessarão, de Taciano, uma harmonização dos Evangelhos que data do segundo século EC. É possível que tenha sido escrita originalmente em Roma, em grego, e mais tarde traduzida para o siríaco, na Síria, pelo próprio Taciano, mas isto é incerto.
O Diatessarão ainda existe atualmente numa tradução em árabe, além de num pequeno fragmento de velino do terceiro século, em grego, e numa tradução armênia de um comentário do quarto século sobre ela, que contém extensas citações de seu texto.
Hoje só existem manuscritos incompletos de uma versão em siríaco antigo dos Evangelhos (uma tradução diferente do Diatessaron), os Evangelhos siríacos curetoniano e sinaítico.
Embora esses manuscritos talvez fossem copiados no quinto século, provavelmente representam um texto siríaco mais antigo.
A versão original pode ter sido feita do grego por volta de 200 EC. É bem provável que outrora existissem versões em siríaco antigo de outros livros das Escrituras Gregas Cristãs, mas não mais existem manuscritos delas.
Todos os livros das Escrituras Gregas Cristãs, exceto Segunda Pedro, Segunda e Terceira João, Judas e Revelação (Apocalipse) foram incluídos na versão Pesito, siríaca, do quinto século.
Por volta de 508 EC, Filoxeno, bispo de Hierápolis, mandou que Policarpo fizesse uma revisão das Escrituras Cristãs da Pesito, e esta foi a primeira vez que Segunda Pedro, Segunda e Terceira João, Judas e Revelação foram acrescentados a uma versão em siríaco.
Já em fins do segundo século EC, as Escrituras Gregas Cristãs haviam sido traduzidas para o latim. Estavam também disponíveis em egípcio por volta de meados do terceiro século.
 
VERSÕES ANTIGAS DA BÍBLIA INTEIRA
 
 
 
A versão Pesito (ou Peshita) dos povos de língua siríaca que professavam o cristianismo, estava em uso geral a partir do quinto século EC.
O nome “Pesito” significa “simples”.
A parte das Escrituras Hebraicas era basicamente uma tradução do hebraico, feita provavelmente no decorrer do segundo ou terceiro século EC, embora uma revisão posterior envolvesse uma comparação com a Septuaginta.
Ainda existem numerosos manuscritos da Pesito, o mais valioso deles sendo um códice do sexto ou sétimo século, preservado na Biblioteca Ambrosiana em Milão, Itália. Um manuscrito do Pentateuco (que omite Levítico), da Pesito, possui uma data que corresponde a cerca de 464 EC, o que o torna o mais antigo manuscrito bíblico datado em qualquer idioma.
Versões em latim antigo. Estas provavelmente apareceram a partir da parte final do segundo século EC. A Bíblia inteira em latim já parece ter sido usada em Cartago, África do Norte, pelo menos por volta de 250 EC.
As Escrituras Hebraicas foram traduzidas da Septuaginta grega (ainda não revista por Orígenes) para o latim antigo, mas as Escrituras Cristãs foram traduzidas do grego, não duma outra tradução. É possível que tenham sido feitas várias traduções, ou que, pelo menos, diversos tradutores tenham trabalhado com a versão do latim antigo. Os peritos usualmente mencionam dois tipos básicos de texto em latim antigo: o africano e o europeu.
Existem mais de 50 manuscritos (ou fragmentos) do Novo Testamento em latim antigo.
 
A "VULGATA" LATINA
 
 
A Vulgata latina é uma versão da Bíblia inteira feita pelo mais destacado perito bíblico daqueles tempos, Eusebius Hieronymus, também conhecido como Jerônimo. Ele empreendeu inicialmente uma revisão da versão em latim antigo das Escrituras Cristãs, comparando-a com o texto grego; começou com os Evangelhos, que foram publicados em 383 EC.
Entre cerca de 384 e 390 EC, ele fez duas revisões dos Salmos no latim antigo, comparando-os com a Septuaginta grega; a primeira foi chamada de Saltério Romano, e a segunda de Saltério Gálico, devido à sua adoção primeiramente em Roma e na Gália. Jerônimo também traduziu os Salmos diretamente do hebraico, obra chamada de Saltério Hebraico.
Não se tem certeza de exatamente quando ele concluiu sua revisão das Escrituras Cristãs em latim antigo. Ele começou a revisar a parte das Escrituras Hebraicas, mas, pelo que parece, jamais concluiu essa revisão, preferindo traduzir diretamente do hebraico (embora também consultasse as versões gregas).
Jerônimo trabalhou em sua tradução do hebraico para o latim desde cerca de 390 até 405 EC.
A versão de Jerônimo foi originalmente recebida com hostilidade generalizada e só aos poucos granjeou a aprovação geral. Vindo a gozar de posterior aceitação geral na Europa ocidental, passou a ser chamada de Vulgata, nome que indica uma versão comumente recebida (o termo latino vulgatus significa “comum, aquilo que é popular”).
A tradução original de Jerônimo sofreu revisões, a Igreja Católica Romana fazendo da edição de 1592 a sua edição padrão. Ainda existem hoje milhares de manuscritos da Vulgata.
 
OUTRAS TRADUÇÕES ANTIGAS
 
À medida que o cristianismo se espalhou, outras versões foram necessárias.
Pelo menos por volta do terceiro século EC já se tinha feito a primeira tradução das Escrituras Gregas Cristãs para os nativos cópticos do Egito.
No Egito usavam-se diversos dialetos cópticos, e, com o tempo, produziram-se várias versões cópticas.
As mais importantes são a versão Tebaica ou Saídica do Alto Egito (no S) e a versão Boaírica do Baixo Egito (no N). Essas versões, que contêm tanto as Escrituras Hebraicas como as Escrituras Gregas Cristãs, foram provavelmente produzidas no terceiro e no quarto século EC.
A versão Gótica foi produzida para os godos no decorrer do quarto século EC, enquanto ainda estavam estabelecidos na Mésia (Sérvia e Bulgária). Nela se omitem os livros de Samuel e de Reis, alegadamente removidos porque o bispo Úlfilas, que fez a tradução, julgou que seria perigoso incluir, para o uso dos godos, estes livros que consideram a guerra e que contêm informações contra a idolatria.
A versão Armênia da Bíblia data do quinto século EC e foi provavelmente preparada à base de textos tanto gregos como siríacos.
A versão Georgiana, feita para os georgianos do Cáucaso, foi concluída perto do fim do sexto século EC, e, embora revele influência grega, possui uma base armênia e siríaca.
A versão Etíope, usada pelos abissínios, talvez tenha sido produzida por volta do quarto ou do quinto século EC.
Há diversas versões árabes antigas das Escrituras. Traduções de partes da Bíblia em árabe talvez remontem ao sétimo século EC, mas o registro mais antigo é o de uma versão feita na Espanha, em 724 EC.
A versão Eslavônia foi feita no nono século EC, e tem sido atribuída a dois irmãos, Cirilo e Metódio.
 
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